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O amor patológico tem como origem uma relação  mãe  filho(a) e como vivencia sua disponibilidade para suprir as necessidades emocionais destes em situações estressantes, principalmente em casos de separação
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O amor patológico tem como origem uma relação  mãe  filho(a) e como vivencia sua disponibilidade para suprir as necessidades emocionais destes em situações estressantes, principalmente em casos de separação

O amor patologico é vivido por pessoas de personalidade vulnerável, marcada pela baixa autoestima e pelos sentimentos de rejeição e raiva. São pessoas que crescem em famílias desajustadas, com pouca atenção e carinho dos pais. Por isso, tentam compensar esses anos de ausência com um amor possessivo. Pessoas com esta disfuncionalidade acabam reproduzindo desarranjos do passado, escolhendo parceiros dependentes, e que logo irão se mostrar negligentes, inacessíveis e problemáticos.

Apresenta dificuldade em estabelecer limitesna relação, manifestada pela atitude constante de manter o outro sobre controle e uma busca incessante pela fusão com ele. Os critérios diagnósticos para o amor patológico são semelhantes aos da dependência química.

Ansiedade ambivalente

Alguns pesquisadores acreditam que o amor patológico surge conforme o vínculo que a pessoa vivencia com a mãe durante os primeiros anos de vida. Esse tipo de amor ocorreria quando a pessoa experimenta, na infância, uma relação insegura com a mãe, sofrendo a ansiedade de separação – um tipo de vínculo que os especialistas chamam de “ansioso ambivalente”. A atenção e proteção da mãe oscila: ela está presente para apoiar a criança em algumas situações, mas em outras não, criando ameaças de abandono usadas por ela como meio de controlar a criança. Na fase adulta, ela agirá como se nunca soubesse se a pessoa amada vai estar presente ou ausente. Ela verá as outras pessoas como mais importantes e sentirá medo da perda, por isso, precisará ser mais vigilante com seus parceiros.

Tipos de apego

No apego seguro, a mãe é sensível às necessidades da criança e promove confiança de que os pais estarão disponíveis, caso ela se depare com uma situação amedrontadora. A pessoa, então, se sente encorajada a explorar o mundo, estando apta a vivenciar o amor saudável durante a vida adulta.

No apego rejeitador, há constante rejeição por parte da mãe quando a criança procurava obter proteção, gerando falta de confiança de que terá ajuda quando precisar. A pessoa passa a tentar viver sem amor e sem ajuda dos outros, ou seja, tornar-se emocionalmente autossuficiente.

Para a pessoa com apego ansiosoambivalente, os pais estiveram disponíveis em algumas situações e não em outras, levando o bebê a vivências de separação e ameaças de abandono, usadas pelo pai como meio de controle. Isso gera incerteza quanto à disponibilidade dos pais e, consequentemente, à ansiedade de separação no relacionamento adulto.

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