Depressão: por que é tão difícil aceitar?

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Apesar de afetar milhares de pessoas no mundo inteiro, transtorno ainda é visto com preconceito

Antes da virada do século, a OMS (Organização Mundial da Saúde) previa que, em 2030, a depressão seria responsável por 9,8% do total de anos de vida saudável perdidos por conta de doenças. No entanto, este índice foi alcançado vinte anos antes do previsto, em 2010. E a expectativa é que este número continue crescendo.

A depressão afeta pessoas de todas as idades – crianças e adolescentes, inclusive –, etnias e classes sociais. É considerada atualmente a doença mais incapacitante, atingindo cerca de 7% da população mundial e provocando custos diretos e indiretos estimados em US$ 800 bilhões em todo o mundo. Ainda assim, é vista com desconfiança e preconceito.

O que causa a depressão?

A depressão é quase sempre provocada por uma combinação de fatores. Pesquisas apontam alguns dos possíveis:

• carga genética (fator hereditário);
• fatores bioquímicos (desequilíbrio de neurotransmissores);
• acontecimentos traumáticos (um acidente, o fim de um relacionamento, a perda de alguém importante ou de um emprego, por exemplo);
• doenças (algumas patologias foram associadas à ocorrência da depressão, como hepatite, AVC e problemas de tireoide);
• abuso de substâncias (medicamentos, drogas, álcool).

Sintomas

A pessoa com depressão está quase sempre triste e angustiada. Ela costuma ficar irritada com bastante frequência e também com medo de possíveis acontecimentos trágicos. Não sente vontade de sair, de interagir, tem perda de interesse sexual, de vaidade, preocupa-se exageradamente com questões de saúde, chora com facilidade, tem insônia, perde peso (em alguns casos, engorda).
Em casos mais severos, ela não tem ânimo para atividades rotineiras, como tomar banho ou alimentar-se, e acha que não vale a pena viver, o que exige maior cuidado por parte da família e das pessoas próximas.

Como ajudar uma pessoa com depressão?

Em primeiro lugar, procure compreendê-la. Informe-se antes de julgá-la, pois um julgamento negativo só agravará ainda mais o problema.
Leve-a a um especialista: um psiquiatra, de preferência, ou um psicólogo. Atualmente, existem diversas opções de tratamento eficazes para a depressão; esses profissionais poderão fazer um diagnóstico seguro e indicar o tratamento adequado.
Uma depressão branda, por exemplo, talvez possa ser tratada somente com psicoterapia. Já em outros casos, o uso de medicamentos antidepressivos pode ser necessário, assim como uma combinação dos tratamentos. Ao contrário do que se pensa, os medicamentos antidepressivos não causam dependência e, se usados de forma correta, podem ser muito benéficos na remissão dos sintomas da depressão.

É importante reforçar que ter depressão não é sinal de fraqueza, não é covardia, não é “frescura”. A depressão é uma doença como outra qualquer e necessita de tratamento.
Ajude uma pessoa com depressão oferecendo apoio e, principalmente, respeito.

(Fonte: Folha de S. Paulo, Correio Braziliense)

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