Distúrbios de Aprendizado

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Tanto o CID-10, elaborado pela Organização Mundial de Saúde (1992), como o DSM-V, organizado pela Associação Psiquiátrica Americana (2013) apresentam basicamente três tipos de Transtornos de Aprendizagem específicos: com prejuízo na leitura, com prejuízo na matemática e com prejuízo na expressão escrita.

1. Transtorno da Leitura – também conhecido como dislexia, é caracterizado por problemas no reconhecimento de palavras, de decodificação e dificuldade de ortografia quando, sob hipótese alguma, está relacionado à idade mental, problemas de acuidade visual ou baixo nível de escolaridade.

O DSM-V classifica como critérios diagnósticos para o Transtorno da Leitura:

  • Leitura de palavras de forma imprecisa ou lenta e com esforço. Por exemplo: lê palavras isoladas em voz alta, de forma incorreta ou lenta e hesitante; frequentemente adivinha palavras; tem dificuldade de soletrá-las.
  • Dificuldade para compreender o sentido do que é lido. Por exemplo: o indivíduo pode ler o texto com precisão, mas não compreende a sequência, as relações, as inferências ou os sentidos mais profundos do que é lido.

2. Transtorno da Matemática – também conhecido como discalculia, não é relacionado à ausência de habilidades matemáticas básicas como contagem, e sim na forma com que a pessoa associa essas habilidades com o mundo que a cerca.

A aquisição de conceitos matemáticos e outras atividades que exigem raciocínio são afetadas neste transtorno, cuja baixa capacidade para manejar números e conceitos matemáticos não é originada por uma lesão ou outra causa orgânica. Em geral, o Transtorno da Matemática é encontrado em combinação com o Transtorno da Leitura ou Transtorno da Expressão Escrita.

Segundo o DSM-V, o Transtorno da Matemática é caracterizado por:

  • Dificuldades para dominar o senso numérico, fatos numéricos ou cálculo. Por exemplo: o indivíduo entende números, sua magnitude e relações de forma insatisfatória; conta com os dedos para adicionar números de um dígito em vez de lembrar o fato aritmético, como fazem os colegas; perde-se no meio de cálculos aritméticos e pode trocar as operações.
  • Dificuldades no raciocínio. Por exemplo: tem grave dificuldade em aplicar conceitos, fatos ou operações matemáticas para solucionar problemas quantitativos.

3. Transtorno da Expressão Escrita neste transtorno, geralmente existe uma combinação de dificuldades na capacidade de compor textos escritos, evidenciada por erros de gramática e pontuação dentro das frases, má organização dos parágrafos, múltiplos erros ortográficos ou fraca caligrafia, diante da ausência de outros prejuízos na expressão escrita. Existem algumas evidências de que déficits de linguagem e percepto-motores podem acompanhar este transtorno.

O Transtorno da Expressão Escrita, de acordo com os critérios diagnósticos do DSM-V, são:

  • Dificuldades para ortografar (ou escrever ortograficamente). Por exemplo: o indivíduo pode adicionar, omitir ou substituir vogais e consoantes.
  • Dificuldades com a expressão escrita. Por exemplo: comete múltiplos erros de gramática ou pontuação nas frases; emprega organização inadequada de parágrafos; expressão escrita das ideias sem clareza.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

Um dos transtornos neuropsiquiátricos mais conhecidos na infância, ocasiona sérias dificuldades para o processo de aprendizagem. Isto se deve à baixa concentração de dopamina e/ou noradrenalina em regiões sinápticas do lobo frontal, que leva o indivíduo a uma tríade sintomatológica de falta de atenção, hiperatividade e impulsividade.

Atualmente, o DSM-V trouxe algumas mudanças em relação ao TDAH:

  • Pode se estabelecer o diagnóstico deste transtorno concomitantemente com o quadro de autismo, o que antes não era possível.
  • Anteriormente era necessário demonstrar que os sintomas estavam presentes antes dos 7 anos de idade; atualmente o limite de idade foi modificado para 12 anos.
  • O novo DSM-V traz a opção de TDAH com remissão parcial, que deve ser empregado nos casos onde houve diagnóstico pleno de TDAH anteriormente (isto é, de acordo com todos os critérios), porém com um menor numero de sintomas atuais.
  • Existe a possibilidade de classificar o TDAH em leve, moderado e grave, de acordo com o grau de comprometimento que os sintomas causam na vida do indivíduo.

Tratamento

Além de um melhor enquadramento da proposta educacional, outras variáveis que implicam nos Transtornos de Aprendizagem deverão passar por um processo terapêutico. Assim, é necessário que, ao se fazer uma avaliação de um quadro de Transtorno de Aprendizagem, o profissional esteja atento para identificar se existem fatores psicológicos que contribuem para a manutenção do problema. Caso esta variável esteja presente, o psicólogo é o profissional indicado para tratar dos problemas emocionais vinculados ao transtorno.

O tratamento farmacológico, associado ao atendimento psicológico, também deve ser considerado e orientado por um médico psiquiatra.

(Fonte: site Plenamente; blog Papo de Psicólogo)

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